domingo, 11 de julho de 2010

24.

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24. - Onde começa e onde termina, não se sabe e não se viu. Cabeças e corpos misturados, pelos grudados, cabelos meus guardados entre os teus. Olhos que miram a mesma direção, em corpos enconstados pelo calor pulsante de sangue vermelho e coração vivo. Meu lado no teu. Teu lábio no meu. Um feito de dois, que não separa mesmo o que difere. Complementa. Completo o bem e completo o mal - no inteiro, que se acolhe e recebe. Corpos duo-uno transpassados, acalentados.
24. - A minha-tua mão que marca a coberta, que marca a pele, que acaricia e maltrata. No tecido suave, o peso. Na cor, a ausência. A distância. E no desenho, traço, marca da tua presença constante e invisível. Presença no corpo sem sombra. De mão perdida, sem braço.

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