O ventre da baleia (Joseph Campbell)
A ideia de que a passagem do limiar mágico é uma passagem para uma esfera de renascimento é simbolizada na imagem mundial do útero, ou ventre da baleia. O herói, em lugar de conquistar ou aplacar a força do limiar, é jogado no desconhecido, dando a impressão de que morreu.
O interior do templo, ou ventre da baleia, e a terra celeste, que se encontra além, acima e abaixo dos limites do mundo, são uma só e mesma coisa. Há os guardiães do limiar, a quem cabe afastar todos os que forem incapazes de encontrar os silêncios mais elevados do interior do templo. A natureza secular do devoto permanece lá fora; ele a deixa de lado, como a cobra deixa a pele. Uma vez no interior do templo, pode-se dizer que ele morreu para a temporalidade e retornou ao Útero do Mundo, Centro do Mundo, Paraíso Terrestre. O simples fato de todos poderem passar fisicamente pelos guardiães do templo não invalida sua importância; pois se o intruso for incapaz de compreender o santuário, então permaneceu efetivamente do lado de fora. Todos os que são incapazes de compreender um deus vêem-no como um demônio e, assim, se protegem de sua aproximação. Portanto, alegoricamente, a entrada num templo e o mergulho do herói pelas mandíbulas da baleia são aventuras idênticas; as duas denotam, em linguagem figurada, o ato de concentração e de renovação da vida.
Verde-escuro
"Cor universal da natureza. Tem frescor, harmonia e equilíbrio. Cor calma, que não se dirige para nenhuma direção nem encerra algum elemento de alegria, tristeza ou paixão. O verde mais amarelado sugere uma força ativa, um aspecto ensolarado."
"Aspectos favoráveis: a energia do verde reflete participação, adaptabilidade, generosidade e cooperação. Essa cor atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão. Ela é a imagem da segurança e da proteção e cria um ambiente propício para tomar decisões. Espaço, liberdade, harmonia e equilíbrio são aspectos que se originam do sentimento natural de justiça do verde. Essa cor atua como um sinal para a renovação da vida e sua vibração mais elevada reflete o espírito de evolução."
Aranha-armadeira
"Seu fio evoca as Moiras (na mitologia grega, as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos) ou Parcas (na mitologia romana, as três irmãs que determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpiter podia contestar suas decisões. Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio. A gravidez humana em Roma era de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento). As aranhas destruindo e construindo sem cessar simbolizam a inversão contínua através da qual se mantém o equilíbrio da vida do cosmos, e assim, o simbolismo da aranha pode significar aquele sacrifício contínuo, mediante o qual o homem se transforma sem cessar durante sua existência."
"Elas precisam trocar de pele periodicamente, de 5 a 7 vezes, durante o período de crescimento. Aranhas que vivem muito, como as tarântulas, que vivem até 25 anos, trocam de pele a cada ano. Mesmo depois de terem crescido o suficiente, a pele precisa ser trocada porque fica gasta, e nesse sentido, elas podem possuir vínculo com a cobra e sua simbólica de transformação."
"Em razão de sua rede de raios tecida habilmente e de seu posicionamento central, é considerada na índia símbolo da Ordem Cósmica, assim como a tecelã (maya) do mundo sensível. Para a filosofia budista, Maya evoca uma realidade ilusória, vazia de ser. Para o hinduísmo, ao contrário, essa existência é "verdadeira" enquanto manifestação da essência. O véu de Maya, assim como a teia de aranha, exprime a beleza da criação. A aranha torna-se, às vezes, símbolo da alma ou um animal psicopompo – condutor das almas dos mortos."
terça-feira, 11 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário