terça-feira, 28 de setembro de 2010

O fantástico alimento dos pinguins e das baleias.



Krill do norte (Meganyctiphanes norvegica)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Malacostraca
Superordem: Eucarida
Ordem: Euphausiacea

Krill é o nome coletivo dado a um conjunto de espécies de animais invertebrados semelhantes ao camarão. Estes pequenos crustáceos são importantes organismos do zooplâncton, especialmente porque servem de alimento a baleias, pinguins, tubarões-baleia, entre outros. Estes animais são ainda designados como eufausídeos, palavra derivada da ordem taxonómica a que pertencem, Euphausiacea. O termo krill é de origem norueguesa, sendo derivado do neerlandês kriel, que designa peixes acabados de nascer ou em fase juvenil.

Os eufausídeos estão presentes em todos os oceanos do planeta. São considerados espécies-chave próximas da base da cadeia alimentar já que se alimentam de fitoplâncton e de algum zooplâncton, convertendo esta fonte de alimento numa forma que pode ser consumida por muitos animais de maiores dimensões, constituindo a maior parte da dieta destes. No Oceano Antártico, uma espécie, o krill antártico (Euphausia superba), perfaz uma biomassa superior a 500 milhões de toneladas, aproximadamente o dobro da biomassa constituída pela totalidade dos seres humanos. Desta biomassa, mais de metade é consumida todos os anos por baleias, focas, pinguins, lulas e peixes, sendo substituída graças ao seu crescimento e reprodução. A maioria das espécies de krill efetuam grandes migrações verticais diárias, alimentando os predadores à superfície, durante a noite, e em águas mais profundas durante o dia.

Excetuando a espécie Bentheuphausia amblyops, o krill é composto por espécies bioluminescentes, possuindo órgãos chamados fotóforos que são capazes de emitir luz. A luz é produzida por uma reação de quimioluminescência catalisada por uma enzima, em que uma luciferina (um pigmento) é ativado pela enzima luciferase. Os fotóforos do krill são órgãos complexos com capacidades de ampliação e focagem, como se fossem lentes, podendo rodar por meio de músculos. A função exata destes órgãos é ainda desconhecida; podem desempenhar um papel no acasalamento, interação social ou na orientação. Alguns investigadores propõem que o krill utiliza a luz como uma forma de camuflagem por contra-iluminação para compensar a sua sombra contra o fundo de luz ambiente vinda de cima, diminuindo a probabilidade de serem vistos pelos predadores mais abaixo.

O krill constitui um importante elemento da cadeia alimentar. O krill antártico alimenta-se diretamente do fitoplâncton, convertendo energia de produção primária numa forma mais apropriada ao consumo por animais maiores que não podem alimentar-se diretamente das minúsculas algas, mas que são capazes de alimentar-se de krill. Algumas espécies como o krill do norte têm menos fitoplâncton à sua disposição e caçam copépodes e zooplâncton de maiores dimensões. São muitos os animais que se alimentam de krill, desde pequenos peixes ou pinguins até focas e mesmo baleias.



Krill é o animal que mais abunda no planeta terra

Seu nome científico é Euphausiacea superba, um crustáceo que mede entre três e cinco centímetros com mais de 90 espécies no mundo, e só no Antártico estima-se uma biomassa de krill de 500 milhões de toneladas. Por isso o krill é considerado o animal mais abundante do planeta Terra, com cardumes de 2 milhões de toneladas em média. Os bancos destes crustáceos costumam ter densidades de 20 kg/m³. Outro dado curioso: O krill é o alimento principal da baleia, que pode consumir até duas toneladas de uma vez. Portanto, um rompimento na corrente alimentícia da qual o krill faz parte poderia ter consequências catastróficas em termos ecológicos.

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