sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Co-razão.

coração
[Do lat. cor, poss. com suf. aumentativo de reforço.]
Substantivo masculino.

1. Anat. Órgão muscular situado na cavidade torácica que, nos vertebrados superiores, é constituído de duas aurículas e dois ventrículos, e que recebe o sangue e o bombeia por meio dos movimentos ritmados de diástole (q. v.) e de sístole (q. v.). [Nos reptis, o coração tem três cavidades e nos peixes, duas.]
2. Zool. Todo segmento que por suas contrações movimenta o sangue ou outro líquido através do corpo dos animais.
3. P. ext. A parte anterior do corpo humano onde se convenciona estar o coração; o tórax, o peito.
4. Fig. A parte mais interna, ou a mais central, ou a mais importante, de um lugar, de uma região.
5. P. ext. Urb. V. centro.
6. O coração humano, considerado como a sede dos sentimentos, das emoções, da consciência.
7. A natureza ou a parte emocional do indivíduo (por oposição à natureza, ou à parte intelectual, à cabeça).
8. Caráter, índole, feitio.
9. Amor, afeto.
10. O objeto do amor de alguém:
11. Coragem, ânimo.
12. Qualquer objeto cuja forma lembra a do coração, ou a que se convencionou ser a do coração.
13. P. ext. Cada um dos pesos do tear com essa forma.
14. Bot. Designação comum a várias plantas.
15. Designação comum a várias estrelas.
16. Bras. O primeiro dos três compartimentos em que se divide um curral de pescaria.
17. Bras. N.E. Mangará.



O símbolo do coração é resultado da união de outros dois símbolos: o de fogo ou vôo com o de estar-junto (togetherness).

Dicionário de Símbolos

O coração, órgão central do indivíduo, corresponde, de maneira muito geral, à noção de centro. Se o Ocidente fez do coração a sede dos sentimentos, todas as civilizações tradicionais localizam nele, ao contrário, a inteligência e a intuição. Pode-se acrescentar que, nas culturas tradicionais, conhecimento tem sentido muito amplo, que não exclui os valores afetivos. O coração é, de fato, o centro vital do ser humano, uma vez que responsável pela circulação do sangue. Se, no vocabulário cristão, o Reino de Deus se contém no coração, é que esse centro da individualidade, para o qual a pessoa retorna na sua caminhada espiritual, respresenta o estado primordial, inicial, o locus da atividade divina. O duplo movimento (sístole e diástole) do coração faz dele ainda o símbolo do duplo movimento de expansão e reabsorção do universo. Por ele estar no centro, os chineses fazem corresponder ao coração o elemento terra e o número cinco. Mas em razão de sua natureza - porque ele é o Sol - atribuem-lhe também o elemento fogo. Na escrita hieroglífica egípcia o coração é representado por um vaso. Ora, o coração é relacionado também com o santo Graal, taça da Última Ceia, que recolheu o sangue de Cristo na cruz. Na religião egípcia, ele é, em cada homem, o centro da vida, da vontade, da inteligência. Uma única palavra designa a alma e o coração entre os caraíbas da Venezuela e das Guianas. Entre os tucanos (bacia Amazônica), há uma palavra só para coração, alma e pulso. Para os wuiotos (sul da Colômbia), coração, peito, memória e pensamento (METB) são a mesma coisa. É extraordinário que o triângulo invertido, que é uma figuração da taça, seja também o símbolo do coração além do fato de que o cálice que contém a poção da imortalidade se obtenha necessariamente do coração do mundo. Como os símbolos que assumem essa forma, segundo Guénon, o coração se reportaria ao princípio passivo ou feminino da manifestação universal, enquanto que aqueles esquematizados pelo triIangulo direito se reportam ao princípio ativo ou masculino.

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